Palestra: “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” com Márcia Chanchetti

Gravação especialmente produzida para o Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman, de Indaiatuba (SP), em abril de 2020.

TEMA: “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”

Expositora: Márcia Chanchetti

Referências:

  • Livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho de Francisco Cândido Xavier pelo espírito de Humberto de Campos

Transcrição da palestra espírita

Olá, pessoal. Que a paz do Cristo esteja conosco hoje e sempre. E principalmente nos dias de hoje em que enfrentamos esses momentos de grandes perturbações.

Mas que a nossa fé, a nossa esperança não deve ser consumida por esses pensamentos. Precisamos sim estarmos firmes na fé, na esperança de que dias melhores se farão dentro do nosso mundo, do nosso planeta.

E nesse momento, para que a gente possa ter algumas reflexões a respeito da mensagem que temos para passar para vocês, para que tudo isso amenize mais esses momentos de angústias.

Nós vamos então iniciar fazendo a leitura desse livro aqui (mostra o livro) de Jesus, pela Carlos Bacelli que fez a psicografia através do irmão José.

Chama-se: “Orai e Vigiai.” Gosto muito desse livro. Então vamos ler. Saúde. Olha que a gente abriu aleatório aqui.

A saúde é também um estado da alma, os pensamentos negativos envenenam as células e comprometem o funcionamento dos órgãos.

Cuidar do corpo não é somente exercitá-lo, o cérebro é um dínamo gerador de energias. Quem cede espaço mental para a imaginação doentia, acaba no desequilíbrio.

Toda trama infeliz se articula em silêncio, se queres estar sempre bem fisicamente, saneia os teus pensamentos. Vou repetir: “Se queres estar sempre bem fisicamente, saneia os teus pensamentos”.

Arreja as tuas ideias e não conspurques os teus sentimentos. Não percas tempo em discussões e polêmicas sobre tudo.

Não te permitas mais de uma hora ociosa por dia. Então está aqui na página 77 no item “saúde” do livro Vigiai e Orai de Carlos Baccelli pelo espírito de irmão José.

Hoje a gente gostaria de fazer a nossa preparação e em seguida fazermos essas reflexões sobre o nosso Brasil.

Nesse momento nós vamos fechar os nossos olhos, pedir a proteção infinita da espiritualidade maior.

De Jesus, nosso mestre, nosso grande amado, nosso grande irmão, senhor do nosso planeta terra.

Que as tuas energias, mestre, possam envolver nosso planeta. Todos nós que passamos por essa provação. Mas que sabemos, mestre, que só a tua luz, só a tua paz e o teu amor, vão nos proporcionar para que passemos esses momentos de muita dor.

De uma forma mais tranquila, alicerçados na fé que deve ser inabalável, que deve ser aquela que nos sustenta.

E assim nós vamos iniciando as reflexões dizendo: “Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, aqui na terra como nos céus”.

“O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores, mas não nos deixes cairmos em tentações, livrando-nos de todo mal, porque teu é o reino, poder e glória para sempre”. Que assim seja.

Eu só peço que vocês me perdoem, eu estou um pouquinho gripada, então a voz hoje está um pouquinho difícil. Mas enfim, vamos lá às nossas reflexões.

A gente escolheu para esse dia um tema chamado “o bom pastor”. Então, na parábola do bom pastor, Jesus juntamente com seus discípulos diz: “O que vos parece? Se um homem tem 100 ovelhas e uma delas se extravia, não deixa as 99 e vai aos montes procurar a que se extraviou?”.

“Se acontecer de achá-la, em verdade vos digo, que se regozija mais por causa desta do que pelas 99 que não se extraviaram.” Assim é da vontade do vosso pai que está nos céus, que não pereça nenhum desses pequeninos.

A parábola nos mostra claramente que todas as almas transviadas não ficarão perdidas nos labirintos das paixões que envolvem todo o nosso planeta.

Onde ficam nós, ovelhas perdidas, ovelhas desgarradas, que estamos aqui nesse planeta de provas e expiações, porque ainda não aprendemos as lições de Jesus.

Então ele traz o seu Evangelho, os seus ensinamentos para nós, para que absorvendo no nosso coração e na nossa mente os seus ensinamentos, possamos ter essa certeza infinita que ele está todo tempo nos procurando.

E nós que muitas vezes não o procuramos, nós deixamos nos envolver, nos abater, por tudo o que se passa pela nossa vida material, preocupados com as coisas da matéria e esquecemos de primeiro buscar o reino dos céus, que tudo mais nos será acrescentado.

E falando um pouco a respeito desses momentos eu gostaria de trocar com vocês umas ideias, umas reflexões a respeito do livro “Brasil coração do mundo pátria do evangelho”.

Esse aqui é o meu, ele é um pouquinho antigo, tem edições mais novas que vocês podem estar procurando se alguém se interessar, nas nossas livrarias.

Mas esse livro foi ditado em 1938 pelas mãos do nosso amado Chico Xavier, através do espírito Humberto de Campos.

Então dados desse livro “Brasil coração do mundo pátria do evangelho” foram recolhidos, diz o livro, por Emanuel, prefácio.

Que esses dados foram recolhidos nas tradições do mundo espiritual, onde os espíritos desvelados, os amigos espirituais se reúnem constantemente para os grandes sacrifícios em prol da humanidade.

Então se reúnem muitas falanges, muitos espíritos, que com o propósito de ajudar a impulsionar a humanidade, eles então se sacrificam.

Saem das luzes luminosas, dos orbes luminosos onde se encontram por merecimento e descem aqui ao planeta de provas e expiações para nos ajudar, para nos alavancar, para serem exemplos para que nós possamos dar um passo maior dentro da nossa evolução.

E aí dentro do livro, Emanuel continuando no prefácio, ele diz o seguinte: “O Brasil não está somente destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do planeta, mas também a facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora de crença e de fé raciocinada”.

“A ser o maior celeiro de claridades espirituais do orbe inteiro”. Olha o propósito que Jesus tem para o nosso Brasil e para nós que fazemos parte dessa pátria.

Tudo isso, esse traçado para nós, esse propósito que Jesus tem para o nosso país, só se completará realmente através das nossas mãos, através de nós, que somos os operadores, principalmente nesses momentos de dor e sofrimento.

Então Humberto de Campos nesse livro, ele fala, que Jesus transplantou da Palestina para a região do Cruzeiro a árvore magnânima do seu Evangelho.

A fim de que os seus rebentos dedicados florescessem de novo, frutificando em obras de amor para todas as criaturas.

Então Jesus traz a árvore do Evangelho, transporte da Palestina e plantou aqui nas terras do Cruzeiro.

E o livro vai relatando, todo o processo, todo o propósito que Jesus empreendeu através dos seus aliados, dos seus mensageiros, para que isso ocorresse.

Então ele continua dizendo: “Nessa abençoada tarefa de espiritualização, o Brasil caminha na vanguarda, o material a empregar nesse serviço não vem das fontes de produção originalmente terrena e sim do plano invisível onde se elaboram todos os trabalhos construtores para essa empreitada.”

E aí o livro vem trazendo, que foi, o evangelho, quando ele foi implantado, ele percorreu todo esse caminho já há dois mil anos que o evangelho foi plantado na região da palestina.

O Brasil nem tinha sido descoberto ainda, na verdade as Américas não tinham sido descobertas ainda.

E aí então, o livro nos diz que das guerras, das cruzadas, às sombras da idade medieval, confundiu-se as lições do Evangelho, ensanguentando todas as bandeiras do mundo cristão.

Foi nessa época, também, no último quarto do século XIV, o Brasil ainda não tinha sido descoberto, que o senhor o nosso bom pastor desejou realizar uma de suas visitas periódicas à terra.

A fim de observar os progressos da sua doutrina e dos seus exemplos no coração dos homens, uma grande corte celestial acompanha o bom pastor, que desce então para as trevas do planeta.

Jesus então vai até o local onde tinha plantado o seu evangelho, o ninho de amor que havia deixado aqui no planeta.

Francisco de Assis já havia estado e já haviam cessado os seus gritos de amor, no século Francisco de Assis nasce, se eu não me engano, em 1128 e mais ou menos nessa época, desse século de 1100 a 1200, nesse período onde ele vem e grita que o amor que Jesus tinha trazido e que o mundo ainda não o tinha compreendido.

E aí, então Jesus e seus emissários já procuravam onde o Evangelho havia sido implantado. Então Jesus vai até aquele local, na Palestina, naquela região e toda a corte que o acompanhava percebe através do olhar de Jesus, uma amargura.

Porque se apoderam de seus querubins e apodera de seus arcanjos, porque eles percebem a tristeza de Jesus.

Ele chega e vê a sua árvore de amor, o seu Evangelho implantado e os homens não o receberam, e aí então todo o cortejo que está com ele se entristece de ver a tristeza de Jesus.

E aqui no livro, ele diz assim (corte no vídeo) foi quando em uma das… (corte no vídeo) ele e eu vendo a amargura de Jesus naquele momento, ele fala assim para Jesus, tentando renovar a impressão daquele ambiente triste.

E ele diz a Jesus o seguinte: “Senhor, esses povos infelizes que procuram na grandeza material uma felicidade impossível, marcham irremediavelmente para os grandes infortúnios coletivos”.

“Visitemos os grandes continentes, ignorados ainda.” Porque o continente americano não tinha ainda sido descoberto. “E onde os espíritos jovens e simples aguardam somente uma vida nova”.

“Nessas terras para além dos grandes oceanos, poderias, senhor estar lá o pensamento cristão, dentro das doutrinas do amor e da liberdade.”

E a caravana então, nesse momento, após esse abatimento se sente novamente empolgada e fulgurante, e se dirige então, deixando um rastro de luz na imensidade dos espaços.

E Elieu então encaminha toda a caravana para o continente do mundo americano, aqui das américas.

O senhor então chega, abençoa aquelas matas virgens e misteriosas enquanto as aves lhe homenageavam a inefável presença. Presença do Cristo.

Cheio de esperanças, emociona-se o coração do mestre, contemplando a beleza do sublimado espetáculo.

Aí ele se dirige a Elieu, que era o responsável pela caravana, e pergunta a ele “Elieu, onde fica nestas terras novas, o recanto planetário, no qual se enxerga o infinito símbolo da redenção humana?

Esse lugar de encantos, mestre, onde se veem no mundo as homenagens dos céus, aos vossos martírios na terra, fica mais para o sul.

E quando, no seio da paisagem repleta de aromas e melodias, contemplavam as almas santificadas os orbes, felizes na presença do cordeiro, as maravilhas daquela terra, que seria mais tarde o Brasil.

Desenhou-se no firmamento, formado de estrelas rutilantes, nos jardins das constelações de Deus, o mais imponente de todos os símbolos.

Mãos erguidas para o alto, como se invocasse a benção do pai, para todos os elementos daquele solo extraordinário e opulento.

Exclama, então Jesus: “Para essa terra maravilhosa e bendita, será transportada a árvore do meu evangelho de piedade e amor, no seu solo dadivoso e fertilíssimo, todos os povos da terra empreenderão a lei da fraternidade universal.”

“Sob estes céus, serão entoadas as hosanas mais ternas à misericórdia do pai celestial.”

“Sob estes céus, serão entoadas as hosanas mais ternas à misericórdia do pai celestial.”

Aqui, Elieu, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o coração do mundo, consoante a vontade piedosa do nosso senhor, todas as suas ordens foram cumpridas integralmente.

Daí alguns anos o seu mensageiro, aquele que trouxe toda essa corte espiritual aqui para conhecer as terras onde seria implantado o evangelho de Jesus, ele Elieu, vem então, o mensageiro de Jesus, se estabelecer na terra em 1394.

Como filho de Dom João I e de Dona Filipa de Lancastre e foi o heróico infante de Sagres, ele nasceu em Portugal, para que futuramente ele viesse então descobrir, ajudar na descoberta daquele planejado por Jesus através dele.

Então ele vem. “O infante de Sagres que operou a renovação das energias portuguesas, expandindo as suas possibilidades realizadoras para além dos mares, foi por isso que o Brasil, onde confraternizam hoje todos os povos da terra e onde será modelada a obra imortal do evangelho do cristo, muito antes do Tratado de Tordesilhas, que fincou as balizas das possessões espanholas, trazia já em seu contorno a forma geográfica de coração do mundo”.

Vocês me perdoem eu ficar emocionada toda vez que eu leio esse trecho, eu fico assim, muito encantada e feliz. É uma emoção feliz, de saber que nós estamos aqui, os brasileiros, nesse planeta, para ajudar nesses momentos tão difíceis.

Porque passamos e ainda iremos passar. Mas com nossa dedicação, com a nossa vontade e com a nossa fé, nós realmente conseguiremos vencer todos os obstáculos.

E nesse livro então, o qual eu recomendo, neste livro vão sendo retratados todos os episódios históricos e espirituais que se conjugam para tal empreitada, para a empreitada do pensamento do Cristo para a nossa pátria.

A destinação do Brasil para dias amargos que se instalarão no planeta. Então hoje, vendo tudo isso que está se abatendo.

Esse virus que veio realmente varrendo todo o planeta, veio assim de uma forma quieta, oculta, sem fazer barulho e veio e vai indo.

Levando e ceifando muitas vidas, trazendo assim muitas aflições, é nesse momento que nós, que estamos dentro dessa doutrina maravilhosa, doutrina onde nos traz todo o consolo.

Porque a doutrina espírita é o consolador prometido por Jesus. Então que esse consolo possa cair dentro dos nossos corações, dentro da nossa alma.

Para que a gente leve esse consolo para todos aqueles que estão precisando nesse momento.

Que possamos, então, através de Jesus e dos seus mensageiros. Que essas falanges de Ismael, possam aliadas a quantos desvelam pela obra divina e pela sua obra divina reunir todo o material disperso.

Que a pátria do evangelho possa acender no conserto dos povos, irradiando a paz, irradiando a fraternidade que alicerçam indestrutivelmente, todas as tradições e todas as glórias desse país.

Então Ismael é o anjo tutelar que recebeu de Jesus a missão de implantar aqui no nosso Brasil a bandeira de Jesus, a bandeira do Evangelho.

Essa árvore que foi transplantada como esse livro nos esclarece, da Palestina para o nosso querido país.

Então, que possamos nesse momento, só agradecer por estarmos aqui nesse instante, vendo e presenciando esses momentos de que nós somos chamados a prestar a nossa colaboração,

Então, encerrando aqui o nosso evangelho, desta manhã, a gente vai fazer o nosso encerramento.

Pedindo que nesses dias de provação. Nos dias de provação, como nas horas de venduras, estejamos irmanados numa doce aliança de fraternidade e paz indestrutível.

Dentro do qual deveremos esperar as claridades do futuro. Não nos compete estacionar em nenhuma circunstância e sim marchar sempre com a educação e com  a fé realizadora, ao encontro do Brasil na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível.

Então que Jesus nos abençoe, considerando acima de tudo, que essas realizações através da luz que desce sobre o nosso planeta, especialmente o nosso Brasil possa irradiar a todos e a tudo.

E que através das nossas preces, através da nossa fé, que a gente possa estar amparando para que tudo isso passe o mais rápido possível dentro das leis do nosso querido pai, do nosso Deus.

Que está, nesse momento, nos envolvendo no amor de pai.

Então nós vamos pedindo nesse instante, encerramento dessas pequenas reflexões e estabelecer aqui nesse instante.

Que Jesus, nosso mestre, abra seus braços de luz, para com todos os povos, envolva o nosso planeta terra.

Trazendo, nesse momento em que passamos por essa provação, trazendo muita paz e principalmente a fraternidade entre nós.

Então nesse instante vamos pedir, a todos aqueles que estão doentes, que fazem os tratamentos nas casas espíritas.

Que nesse instante possam receber a saúde, paz, o remédio necessário, através daquele médico dos pobres, Bezerra de Menezes, que com sua falange de espíritos de médicos, enfermeiros, psicólogos, possam trabalhar nesse instante, através das nossas vibrações.

Para que todos possam receber o remédio necessário para a sua saúde, seus lares, para as doenças, para tudo que envolve o planeta nesse instante.

Que Jesus nos abençoe. E encerrando essas reflexões nesta manhã, vamos direcionar o nosso pensamento a deus nosso pai, aquele que é o senhor de nossas vidas, criador de tudo e de todos.

E amparados por Jesus porque ele diz que ele é o caminho, ele é a verdade, ele é a vida. Então vamos nos dirigindo a deus, encerrando.

Com a oração que o mestre nos ensinou, essa oração universal, abrangendo todos os povos da terra, nós vamos dizendo, pai querido.

Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, aqui na terra como nos céus.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores, mas não nos deixes cairmos em tentações, livrando-nos de todo mal, porque teu é o reino, poder e glória para sempre. Que assim seja.

Que tenhamos todos, momentos de muita paz, de muito amor, de muita fraternidade, graças a deus.

Palestra: “Bartimeu ou Zaqueu: qual dos dois somos?” com Cleyde Rossi

Gravação especialmente produzida para o Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman, de Indaiatuba (SP), em abril de 2020.

TEMA: “Bartimeu ou Zaqueu: qual dos dois somos?”

Expositora: Cleyde Rossi


Transcrição da palestra espírita

Olá, vamos agora nos unir em pensamento, em coração e fazermos uma breve oração para iniciarmos a nossa palestra.

Que o mestre Jesus derrame suas bençãos sobre todo o nosso planeta, sobre todas as pessoas, para que possamos ter saúde, paz e a felicidade tão almejada.

Agradecemos a Deus Nosso Pai e a espiritualidade amiga, por aqui estarmos falando em nome da nossa doutrina, em nome do nosso Evangelho de Jesus. Graças a Deus e Graças a Jesus.

Amigos queridos, estamos aqui nesse confinamento de quarentena, mas estamos felizes porque esse é o momento em que nós podemos fazer muitas reflexões, pensarmos muito, vermos em que ponto nós estamos da nossa vida, como nós estamos.

E essa reflexão faz com que a gente sinta em detalhes aquilo que nós fizemos até hoje. Já não tem mais aquele problema de que é hora de trabalhar, é hora de sair, é hora de ir para a escola, nada.

Temos todo o tempo do mundo para podermos refletir e pensar. E quando eu comecei a montar esta minha fala com vocês, eu pensei em dois personagens muito conhecidos da Bíblia, de todas as pessoas, de todos os cristãos, eu pensei em dois personagens.

Bartimeu ou Zaqueu. E aí eu dei o nome à minha fala: “Bartimeu ou Zaqueu: qual dos dois nós somos”. Vamos pensar, fazer uma ligação de Bartimeu com hoje. E Zaqueu.

Nós estamos passando, não só o Brasil, todo o planeta, muitas dificuldades. Mas o Brasil em especial, sempre que passa dificuldades, o brasileiro se reinventa, o brasileiro cria.

E é por isso que, lendo, procurando, eu achei que o Brasil em 120 anos, mais cresceu em fases de dificuldades, de crises. Por quê? Porque somos criativos. E aí, buscamos incessantemente, a criação, e viver bem.

Mas nesse silêncio, nessa quarentena, as pessoas procuram mais e mais o processo da cura. Cada um do seu jeito. Os especialistas, os cientistas, os médicos, nós dentro de casa. Cada um procura sua cura.

Mas que cura é essa que nós estamos procurando? A cura física ou a cura espiritual? Porque existem duas. Então nós precisamos da cura física. Que não venha esse vírus atrapalhar a nossa vida. Mas nós também precisamos da cura espiritual. Porque sem ela nós não caminhamos.

E é nesse ponto, agora que eu quero dizer para vocês a respeito de Bartimeu. Bartimeu. Por que ele tinha esse nome? “Bar” quer dizer filho, “timeu” de alguém doente. Então, quem era doente? Era o pai de Bartimeu e não ele.

Ele ficou cego depois, não sei dizer para vocês o porquê, não consegui descobrir a cegueira de Bartimeu, mas ele era cego. E como cego, ele não tinha direito de trabalhar, de ter a sua casa, de conviver na sociedade.

Naquela época, as pessoas se tornavam invisíveis, nem nome eles tinham. E ainda, tinham alguns privilegiados, se é que eu posso dizer isso, que conseguiam ganhar uma capa e essa capa atrás estava escrito assim.

Eles recebiam essa capa do Império Romano e você precisava ter algum amigo ali para você ganhar essa capa, mas atrás estava escrito assim, olha, em latim: “Este homem é um miserável, é um mendigueiro e ele vive de esmolas”.

Olha que humilhação, olha que tristeza, que angústia, você andar vestido com uma roupa desse jeito.

Então, o que é que Bartimeu fez? Na primeira oportunidade, na primeira, quando ele viu, ouviu dizer que ia passar o Messias, ele ficou atento para quando ele passasse e aí ele ouviu que Ele estava se aproximando.

O que Bartimeu faz? Ele joga sua capa, põe fora aquela capa e sai aos tropeções, em busca do Messias e o Messias diz pra ele: “O que queres que eu te faça?”. “Que eu veja, Senhor”. E Ele disse “você vai ver”. E Bartimeu vai ver a partir daquele dia, a sua doença física vai embora.

E nos contam os historiadores que Bartimeu a partir daquele dia cantava em todos os lugares as bençãos de ter sido curado por aquele mestre nazareno.

E nós temos também uma outra pessoa que fez a mesma coisa, que foi o Zaqueu. Quem era Zaqueu? Zaqueu, ele era um homem pequenininho, cobrador de impostos e ninguém gostava dele porque mexia no bolso das pessoas.

E ele era rico, era um homem de muitas posses, tinha casas lindas e ele também queria chegar até perto desse mestre.

Sabe por quê? Porque no coração de Zaqueu já existia essa vontade. E quando ele ficou sabendo que o Mestre ia passar, ele queria ser visto, então ele subiu numa árvore para chamar a atenção.

E Jesus chega embaixo da árvore e diz para ele: “O que você quer de mim?”. Senhor, eu quero que tu vás até a minha casa. E Ele falou: “Hoje à noite eu estarei ceiando com você”. E assim Jesus fez.

Mas, esses dois homens, o que eles fizeram? Eles não aceitaram ser pessoas invisíveis na sociedade. E trazendo para o dia de hoje, um professor da USP, um estudioso. Ele é um psicólogo.

Estudando a invisibilidade do ser humano na sociedade. Ele se vestiu de gari na USP e todo dia de manhã durante o tempo do estudo, ele ficava na porta da USP limpando, varrendo, recolhendo lixo.

E os amigos psicólogos que trabalhavam com ele na outra parte do dia, em busca do que é ser invisível para a sociedade, ninguém o enxergava, ninguém o via.

Então ele sentiu na pele, o que ele percebeu? Que o que manda para a nossa sociedade, infelizmente, é a roupa, é o status, é a profissão, é o dinheiro. Sabe!? A posição social.

Mas Bartimeu e Zaqueu não se importaram com isso, eles foram atrás de ver Jesus e dizer a ele “Eu quero ser alguém como outro qualquer”.

Eles foram teimosos? Eles foram desobedientes em virtude daquela situação social? Não. O que nós podemos dizer é que Bartimeu e Zaqueu foram proativos, eles sentiram que a responsabilidade era deles.

Eles que tinham que buscar a cura, eles que tinham que buscar ser enxergados, eles não se sentiram coitadinhos, infelizes.

E infelizmente, hoje em dia, quantas pessoas, até pais, chegam para os seus filhos e dizem: “Você não é nada, você não vai ser nada, você não é inteligente, você não é esperto, você não é sabido, você não vai ser nada na vida”.

Às vezes no emprego, lá no serviço. Quantos que fazem isso com o outro. Mas nós temos que abaixar a cabeça? Não. Nós temos que comprar essa fala? Não.

Nós temos que mostrar para nós mesmos, do que nós somos capazes. É isso que nós precisamos, nós temos que mostrar para o outro, que a responsabilidade de ser ou deixar de ser é minha.

E para isso a doutrina fala que eu tenho meu livre arbitrio. Eu tenho é que cuidar da minha vida, não é pai, não é mãe, não é meu chefe, não é meu diretor, não é ninguém.

Eu cuido da minha vida por eu ser responsável por ela. Eu posso ter ajuda do outro, eu posso ter um aconselhamento, eu posso ter uma indicação de caminho.

Porém, a minha vida é minha. Não são os outros que definem o que eu vou ser ou o que eu deixo de ser.

Eu procuro ter a minha auto-estima, levantar o meu ego, ser feliz, procurar aquilo que eu gosto de fazer e não aquilo que o outro quer.

E esse momento, de estarmos dentro de casa, com a nossa família, com os nossos entes queridos, é um momento muito bom, de nós nos relacionarmos e colocarmos pontos nos “is”.

Acertar algumas coisas que estavam fora porque nós não tínhamos tempo de conversar. Então aqui, agora, nesse momento, é que nós podemos fazer isso.

Então, vamos seguir o exemplo de Zaqueu e Bartimeu. Bartimeu jogou a capa, ele nem olhou para trás, porque ele sabia que muita gente ia querer pegar aquela capa.

Mas ele não olhou, e Zaqueu fez a mesma coisa, jogou a sua capa de pessoa infeliz e partiu para a luta, foi ser feliz. E eles tinham um lado que nós já não temos mais. Eles esperaram Jesus passar.

E nós? Jesus já passou, Jesus já veio, já deu exemplo, já deu a sua vida, já mostrou para nós o que é ter paciência, o que é ter fraternidade, o que é ser feliz mesmo dentro de todos os problemas.

Porque Jesus era um ser feliz. Tanto é que nós nunca ouvimos falar em lugar nenhum de Jesus doente.

Jesus foi o ser que veio aqui na terra para nos mostrar tudo que é bom, tudo que é maravilhoso, mesmo dentro da sua vida sofrida, então é isso que nós temos que fazer.

E nós temos um terceiro exemplo, esse um exemplo de alguém que era tudo na vida. Tinha status, tinha nome, tinha um “doutor” na frente do seu nome. Doutor da lei, doutor do templo, Paulo, então “Saulo”.

Até que um dia Deus chamou sua atenção e disse “Saulo, por que você me persegue?”. Eu quero você no meu caminho. E Saulo joga sua capa de Doutor da lei e vai seguir a vida como Paulo, o outro apóstolo, que não esperou de ninguém.

Sofreu? Sofreu! Mas ele tinha muito amor para dar, então nós temos que seguir esses exemplos. Nós não temos que nos sentir coitadinhos, porque o vírus está aí, porque estamos trancados dentro de casa, porque não podemos… Nada disso.

Nós temos que olhar a vida com outros olhos, olhar esse planeta maravilhoso. Ele está sendo curado através da nossa cura, de nós estarmos dentro de casa.

Menos poluição, menos sujeira, menos barulho, menos tudo. Então nosso planeta está sendo curado e como ele, nós também.

Ninguém é coitadinho, somos felizes por estarmos enfrentando este momento. Cada um no seu lar, cada um na sua família e vamos sair dessa, sim.

Nós sabemos que Deus está de olho em nós, Jesus, a espiritualidade. Então vamos ser felizes, mesmo dentro de todos esses percalços e esses problemas.

E lembrando, que Paulo lá na frente disse uma frase muito memorável: “Já não sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim”.

Então vamos ver se nós saímos dessa quarentena lembrando que Cristo vive em nós. E sermos mais felizes, mais humanos, mais amigos, mais fraternos, sabe!? Depois da crise, podendo nos abraçar realmente, podendo estar junto, podendo compartilhar.

Enquanto isso, não podemos, vamos compartilhar pela internet, não é!? Vamos ouvir as falas de nossos amigos, de nossos companheiros, não é!? Vamos ficar em casa porque isso é muito necessário.

Então vamos fazer como eles, não culpar ninguém. Nem o vírus, nem o meu pai, nem minha mãe, ninguém. Se eu tenho a minha derrota, a minha infelicidade, eu tenho que procurar outros valores, procurar outras atitudes.

Estudar mais, procurar fazer todos os cursos que a casa me oferece e abrir uma jornada de luz na minha vida, é isso que eu tenho que fazer.

Então, procurar melhorar a minha vida, o meu trabalho e o meu lar. Então precisamos aprender, que essa jornada me faça retornar para viver e viver melhor, em família.

Agir em nome de Deus e de Jesus. Agora nós vamos fazer uma prece breve, dizendo a Jesus: “Obrigado por aqui estarmos”. E que ele possa derramar luzes de paz, de saúde, sobre nosso planeta.

Para que todas as pessoas possam sentir a paz, o alívio de suas dores e ser felizes acima de tudo. Sabendo que estamos com Deus, com Jesus e com toda a nossa espiritualidade.

E que ele possa continuar nos protegendo agora e sempre. Graças a Deus e graças a Jesus.

Palestra: “Bom Ânimo” com Rosângela de Oliveira

Gravação especialmente produzida para o Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman, de Indaiatuba (SP), em abril de 2020.

TEMA: “Bom Ânimo”

Expositora: Rosângela de Oliveira

Referências:

  • Livro: Boa Nova Livro – Chico Xavier pelo espírito Humberto de Campos

Palestra: “O Cristo Consolador” com Josianne Laureano

Gravação especialmente produzida para o Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman, de Indaiatuba (SP), em abril de 2020.

TEMA “O Cristo Consolador”

Expositora: Josianne Laureano

Referências:

  • Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo VI

Palestra: “Rumo ao deserto” com Solange Caramel

Gravação especialmente produzida para o Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman, de Indaiatuba (SP), em abril de 2020.

TEMA: “Rumo ao deserto”

Expositora: Solange Caramel

Referências:

  • Livro: Paulo e Estevão – psicografado por Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel

Transcrição da Palestra Espírita

Olá a todos, um prazer estar com vocês reunidos assim a distância. E para que a gente possa dar início a nossa palestra, nós vamos começar com a nossa prece inicial.

Então peço a todos que de suas casas fechem os seus olhos materiais e visualizem neste momento a nossa casa espiritual, o Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman, que nos recebe sempre com tanto amor e tanto carinho. Que nos oferece o conforto, a paz e tranquilidade. Onde podemos aprender a sermos melhores. Vamos então nos vinculando a esta casa para que possamos receber as energias de luz, de paz, de tranquilidade e conforto em nossos lares.

Que os nossos irmãos espirituais possam nos confortar, nos trazer a paz e a alegria. E que neste momento, possamos receber energias luminosas que possam nos revigorar. Agradecemos a oportunidade de estarmos reunidos em espírito e de podermos através desta apresentação sentirmos as energias de amor vindas do plano maior, que nos acolhe nos nossos lares e nos trazem luz. Que assim possamos sair desta reunião melhor do que quando chegamos e que o Senhor nos abençoe e nos ilumine. Que assim seja, graças a Deus e graças a Jesus.

É um prazer estar falando com vocês. E eu trouxe hoje um tema que eu acredito que seja muito pertinente ao momento que nós estamos vivendo. E mais do que isso, é uma grande reflexão. Eu sou muito fã, digamos assim, de Paulo de Tarso, que foi um dos apóstolos de Jesus não oficial. Um apóstolo que veio depois que Jesus já tinha sido crucificado, mas que trouxe um exemplo muito interessante para a gente.

E eu me identifico muito com ele porque ele foi uma pessoa como todos nós, que erramos, que somos orgulhosos, que somos vaidosos, que somos egoístas. Ele também teve os momentos dele. E depois que ele encontrou com Jesus ele conseguiu mudar tudo isso, transformar sua realidade e fez uma obra maravilhosa do Cristianismo.

Então eu admiro muito porque ele conseguiu reverter tudo aquilo que ele tinha dentro dele em sentimentos de amor ao próximo, em atitudes, em caridade. O livro Paulo e Estevão, que é uma psicografia de Emmanuel feita por Chico Xavier, é um livro que relata as duas fases que viveu o Saulo de Tarso até se transformar em Paulo de Tarso.

E nessas fases, entre essas duas fases, existiu uma fase intermediária que eu diria que foi a transformação. Porque a gente não muda de um dia para o outro. Nós precisamos de tempo.

Então, no primeiro capítulo da segunda parte deste livro, ele vai falar. O título se chama “Rumo ao deserto”. Saulo tinha decidido perseguir Ananias, que era um cristão, até a cidade de Damasco para poder matá-lo. E ele no meio do caminho se encontra com Jesus. 

Ele fica cego e a frase que ele escuta é “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Vocês já devem ter ouvido essa frase. E aí, na sequência, Saulo decide se tornar cristão. Ele percebe que tudo o que foi dito a respeito de Cristo era a verdade. E ele diz para Jesus “O que quer que eu faça?” Ou seja, como eu faço daqui para frente? Ele não se prendeu ao passado. Ele buscou em Jesus o seu auxílio.

E a partir daí, ele vai cego para a cidade de Damasco. A primeira coisa que ele faz é ir até a casa de um amigo para se hospedar. Quando ele chega na casa desse amigo cego, pede acolhimento e conta que ele encontrou com Jesus e que ele se converteu. O amigo se nega a atendê-lo. Se nega a atendê-lo e acolhê-lo. Ele sai de lá chorando muito, triste e vai para uma hospedagem e fica lá durante três dias sozinho.

Nesse período de três dias que ele está isolado, ele reflete sobre toda a vida dele, sobre toda a trajetória, sobre todos os enganos. Sobre como ele achava que uma coisa era verdade e a verdade dele estava completamente distorcida.

Ele percebeu que precisava de uma reforma muito grande, em quem ele era e que ele tinha que recomeçar. Para que ele pudesse recomeçar, ele precisava do apoio de outras pessoas. Pessoas que estavam vinculadas ao Cristianismo porque naquele momento ele, o que ele conhecia sobre Jesus era apenas para deixá-lo com ódio. E naquele momento em que ele encontrou Jesus ele encontrou o amor.

Então eu trago essa lição para nossa vida cotidiana. Vamos pensar que nós de repente estamos num rumo ao deserto. E o deserto, a gente vai para ele sozinho. A gente precisa estar lá sozinhos porque nós precisamos refletir sobre as nossas atitudes, e ninguém vai poder fazer isso por nós.

Nós vamos poder pensar sobre aquilo que nós fizemos, não com a culpa e não com o sentido de se acusar, mas o sentido de o que eu posso mudar daquilo que eu fiz no meu passado? O que eu posso transformar para o meu futuro? O que eu vou ter que abandonar para transformar esse futuro?

Porque não é fácil. Paulo mostra muito bem nesse livro. Porque depois da conversão, a gente vê quantas dificuldades ele enfrenta para lidar principalmente com orgulho dele. Porque afinal de contas ele era uma pessoa de muito poder.

Dentro do Sinédrio, o Sinédrio era como se fosse um tribunal, ele era como se fosse um juiz. Ele tinha o poder de mandar prender, de mandar soltar. Ele tinha dinheiro, ele tinha prestígio e muitos amigos.

Ele deixou tudo isso para trás e abandonar tudo isso, começar uma nova vida, se transformando de perseguidor em perseguido não era uma coisa muito simples de se fazer, como não é simples a gente mudar o nosso comportamento.

A gente pode buscar essa mudança, a gente pode querer mudar mas nas primeiras vezes em que a gente tentar ter uma atitude diferente, a gente vai tropeçar, a gente vai errar, a gente não vai saber como fazer. Vai fazer do jeito torto porque a gente está experimentando algo diferente.

E aos poucos essa mudança vai acontecendo de forma que a gente vai se transformando. E é isso que faz com que a gente vá aos poucos mudando. Essa mudança não acontece em um estalar de dedos. E não é diferente conosco. Nós vamos tropeçar muitas vezes quando nós tentarmos mudar as nossas atitudes e muitas vezes nós vamos continuar sendo as mesmas pessoas tentando nos transformar, errando e acertando. Mas o importante é nos darmos início a esse processo.

E hoje que nós estamos todos confinados nos nossos lares, e o lar é sempre o nosso maior aprendizado porque nós estamos com pessoas com quem nós temos história, com quem nós temos necessidade de estar. Nós precisamos refletir qual é o aprendizado que precisamos ter com aquele familiar difícil. Qual o aprendizado que nós temos que ter com relação a nós mesmos, aos nossos comportamentos, as nossas atitudes perante as situações.

E através dessa reflexão que nós temos agora a oportunidade de fazer estando em casa, onde os conflitos possivelmente aumentem por conta de estarmos mais perto, mais juntos. Mas é importante nós estarmos juntos porque a partir do momento que nós estivermos em harmonia dentro do nosso lar, em paz com a nossa família, é muito mais fácil nós estarmos em paz com o mundo.

É muito mais fácil nós temos tranquilidade para lidar com um colega de trabalho que é difícil. É mais fácil a gente aprender a tolerância dentro de casa porque na convivência diária nós precisamos ter tolerância, ter paciência, resignação. Às vezes temos que ser duros, às vezes temos que nos calar. E às vezes é difícil saber o momento certo de fazer cada coisa.

E esse aprendizado aqui do livro, o que é o que aconteceu com Paulo, ele passou por todo esse processo. A primeira vez em que, depois que ele se tornou cristão a visão dele voltou, ele decidiu ir até uma uma congregação judaica, porque ele era um judeu, e fazer uma pregação, falando sobre Jesus, que Jesus era verdade mesmo, que ele tinha se convertido.

Começou a querer falar sobre, ou seja, converter as outras pessoas e os outros judeus. E ele foi muito maltratado, destratado, foi expulso. Tentaram agredi-lo. Ele saiu de lá humilhado. Por que humilhado? Porque ele não estava acostumado a ser rejeitado. Ele era uma pessoa de poder e prestígio dentro do mundo judaico. E de repente ele se tornou um lixo para as pessoas. Aqueles que eram seus amigos se tornaram seus inimigos. E para ele, não foi um processo fácil. Ele teve que lidar com todas essas recusas e construir uma nova vida.

Depois que ele passa por essa situação, ele decide que ele tem que ir para o deserto. Porque ele tem que refletir melhor. Ele precisa se isolar, ele precisa se transformar, ele precisa aprender sobre o Cristianismo. Tanto que Ananias fornece para ele um pergaminho com as anotações de Levi.

E ele vai estudar, vai praticar. E as pessoas com quem morava eram cristãos. Então ele começa a entender como Jesus pensava, como ele agia, o que ele fazia e quais eram os conceitos dele. E esse tempo que ele passou no deserto, ele aprendeu toda a teoria. O que é bem isso, a gente aprende a teoria e depois a gente vai lá e pratica. E na hora de praticar, às vezes as coisas saem todas tortas, de um jeito que a gente não queria.

Mas para a gente se transformar é assim. É trabalhoso, é demorado. Faz parte de um processo. E esse processo nós precisamos passar. E ai eu queria comentar com vocês um pequeno trecho do livro que eu separei que fala um pouco sobre essas sensações que ele tinha. Ele fala assim “…começava a compreender que todos os sofrimentos enviados por Deus são proveitosos e justos. E que todos os males procurados pelas mãos do homem trazem invariavelmente torturas infernais à consciência invigilante…”.

Ou seja, a gente precisa olhar para situações de uma maneira diferente. E que tudo tem uma justiça. Está tudo certo. Em todas as dores que nós passamos, elas fazem a gente crescer, a gente aprender. E tudo que ele passava a partir daquele momento, que ele passou a ser perseguido, e tudo bem para ele.

Porque na verdade, o que ele percebeu, assim, ele tinha todo o poder. Ele tinha o dinheiro. Ele tinha um prestígio. Mas ele não era feliz. Ele sentia um vazio imenso dentro dele e precisava sentir-se preenchido.

E quando ele encontrou Jesus, ele encontrou isso. Ele percebeu que os bens materiais não valiam nada, ele percebeu que as pessoas é que são importantes, o ser humano é importante. Que fazer o bem para o outro é importante e que o resto não é duradouro.

E foi assim que ele, para tentar passar todo esse aprendizado, que ele estava vivenciando, ele escreveu várias epístolas, que são muito famosas, com muitas frases de impacto sobre todos nós, que vocês vão encontrar em diversos livros na literatura espírita, onde vão destrinchar os trechos das falas dele, das cartas para que a gente possa compreender o significado daquilo que ele tentou nos trazer.

Tem um outro trecho aqui do livro que eu acho legal também que fala assim “…estava separado cego e separado dos seus…” Foi aquele momento em que ele está ainda cego. Ele fala “…dolorosas angústias reprezavam-lhe no coração opresso. Mas a visão do Cristo, sua palavra inesquecível, sua expressão de amor estava presente na alma transformada. Jesus era o Senhor, inacessível à morte. Ele orientaria os seus passos no caminho, dar-lhe-ia novas ordens, secaria as chagas da vaidade e do orgulho que lhe corriam o coração. Sobretudo conceder-lhe-ia forças para reparar os erros dos seus dias de ilusão…”

Então ele percebeu que com Jesus ele conseguia tudo que ele precisava. Porque ele tinha certeza de que Jesus, de que todos os seus ensinamentos iam servir de consolo para todas as dores que ele viesse a passar.

Então, neste momento nós precisamos muito mais de Jesus dentro do nosso coração. Muito mais de seguir os seus ensinamentos do que qualquer outro momento da nossa vida. É sempre momento de recomeçarmos. É sempre momento de nós atravessarmos o deserto e nos transformarmos.

E assim, através dessa transformação que nós também vamos poder transformar a vida de outras pessoas que estão ao nosso redor. Porque todas as pessoas percebem as nossas mudanças e principalmente quando elas são para melhor.

E assim o nosso mundo também se transforma, as amizades que a gente tem se transformam, as nossas energias se transformam. Então, vamos buscar neste momento o nosso deserto interior e vamos refletir sobre tudo o que Paulo nos trouxe de ensinamentos e toda a prática. Que ele nos mostrou através da sua vida para que a gente possa também se sentir confortado.

Porque apesar de nós ainda sermos criaturas imperfeitas, nós também podemos nos renovar todos os dias da nossa vida.

Então, assim eu vou agradecendo a vocês por esta oportunidade de estar aqui com vocês reunidos. E vamos fazer o encerramento da nossa apresentação.

Vou pedir a todos que fechem novamente os olhos. Vamos então elevar os nossos pensamentos a Deus, agradecendo por todo este aprendizado, por toda essa leitura que fizemos aqui. Que ela possa entrar em nossos corações como se fosse um alívio, uma luz divina que está neste momento nos libertando as mágoas, dos ressentimentos, das dores e nos colocando no lugar a confiança, a fé, a certeza de que não estamos desamparados. 

Sabemos que Deus, que Jesus, e que toda a espiritualidade amiga está conosco neste momento, nos amparando, nos protegendo. Nos dando tudo que necessitamos para atravessarmos a nossa existência.

Agradecemos então a essa espiritualidade maravilhosa que cuida dos nossos lares, aos nossos queridos irmãos espirituais que nos protegem, nos auxiliam, nos intuem nas nossas dificuldades. Que eles possam neste momento nos abraçar com muito carinho, deixando em nossos corações as suas energias de amor. E que possamos assim ter uma semana em paz e tranquilidade. E que o Senhor nos abençoe sempre. Graças a Deus e graças a Jesus.

Uma boa semana para todos vocês. Um abraço.

Palestra Espírita: “Reflexões sobre o momento atual” com Rosaura Grespan

Gravação especialmente produzida para o Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman, de Indaiatuba (SP), em abril de 2020.

TEMA: Reflexões sobre o momento atual

Expositora: Rosaura Grespan

Referências:

  • Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo XXVII: Pedi e Obtereis | Subtema: Ação da prece pela transmissão do pensamento – item 12

Transcrição da Palestra Espírita

Irmãos queridos, estamos nos reunindo a vocês numa iniciativa da nossa casa espírita Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman aqui de Indaiatuba. E nós nesse momento vamos reflexionar acerca das lições do Evangelho de Jesus.

Eu gostaria de pedir permissão para vocês nesse momento para que nós pudéssemos ler um trecho de uma lição do nosso querido Evangelho que está com contido no capítulo 27 “Pedi e obtereis”: “Ação da prece pela transmissão do pensamento”. E nós vamos ler o item que nos interessa muito que é o item 12.

“Se dividirmos os males da vida em duas categorias sendo uma as que o homem não pode evitar e outra a das atribuições que ele mesmo provoca por sua incúria e pelos seus excessos, veremos que esta última é muito mais numerosa que a primeira.

Torna-se pois evidente que o homem é o autor da maioria das suas aflições e que poderia poupar-se se agisse sempre com sabedoria e prudência. É certo também que essas misérias resultam das nossas infrações às leis de Deus e que se observássemos rigorosamente, seríamos perfeitamente felizes.

Se não ultrapassássemos os limites do necessário na satisfação das nossas exigências vitais, não sofreríamos as doenças que são provocadas pelos excessos e as vicissitudes decorrentes dessas doenças.

Se limitássemos nossas ambições, não teríamos a ruína. Se não quiséssemos subir mais alto, não recearíamos a queda. Se fôssemos humildes não sofreríamos as decepções do orgulho abatido. Se praticássemos a lei de caridade, não seríamos maleficentes, nem invejosos, nem ciumentos e evitaríamos as querelas e as dissensões. Se não fizéssemos nenhum mal a ninguém, não teríamos de ter as vinganças e assim por diante.”

Então companheiros queridos, é um momento de meditação para todos nós. Então vamos pedir licença à espiritualidade maior para que possamos fazer uma conexão nesse instante com todos esses irmãos queridos que estão sempre ao nosso lado, nossos mentores.

E também toda a nossa equipe espiritual de trabalhadores que nesse momento está na Terra para minimizar a dor e o sofrimento. Vamos nos conectar a Maria de Nazaré. Vamos nos conectar a Jesus, o mestre incondicional das nossas almas. E com ele, nós vamos nos conectar à presença querida do nosso Pai de amor, doador da vida. Ele que é aquele luminar em que todos nós devemos depositar a nossa confiança. Nenhuma folha cai da árvore se não for pela vontade do nosso Pai. E vamos assim, na sua presença, nesse momento nos unindo na oração que Jesus nos ensinou:

Pai nosso que estais no céu, santificado senhor seja o teu nome. Venha a nós o teu reino. Seja feita a tua vontade assim na Terra como em todo o universo. O pão nosso de cada dia nos dai  hoje e sempre senhor perdoa as nossas dívidas que ainda são tantas assim como também nós devemos perdoar aos nossos devedores. E não nos deixe cair nas tentações da nossa invigilância e livra-nos Senhor de todo mal, inclusive do que persiste em habitar o nosso interior. Faze-nos perceber Pai que teu é o teu reino, o poder, a luz e a glória para sempre.

Irmãos queridos,  vamos refletir acerca da lição lida nesse momento porque sabemos muito bem que a nossa incúria, o fato de nós não olharmos a vida como ela deveria ser vista dentro dos princípios de Jesus Cristo que nos disse categoricamente que somos todos irmãos.

Então, nós podemos dizer que Jesus nos orientou a amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. E essa máxima de Jesus, ela está contida em todas as religiões, não necessariamente nas cristãs e também nas filosofias. E nós ainda estamos aqui engatinhando nesse processo de compreensão do significado destas palavras sublimes do Cristo: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Nós estamos atravessando momentos de dor no nosso planeta. Esses momentos onde nós vemos tantas pessoas desencarnando em virtude do Coronavírus. Tantas pessoas que se encontram confinadas nos seus lares. Tantos templos e casas religiosas que estão com suas portas neste momento fechadas. Estamos percebendo que muitos se encontram no desespero, na desesperança, na revolta.

Mas o Cristo, ele sabe de tudo. Ele nos deixou o seu legado de amor para que nós seguíssemos, e as lições do Cristo são perenes. E nós, que somos espíritas, temos a compreensão dessa doutrina esclarecedora e consoladora, que traz pra gente amplo entendimento do que acontece no mundo. E principalmente nesta hora, sabemos bem, companheiros queridos, que nós estamos sujeitos à lei da destruição. Está lá no Livro dos Espíritos.

Sabemos também que isso faz parte do processo natural do nosso planeta que sai de um mundo de provas e de expiações para um mundo de regeneração. E seria muito bom se nós saíssemos de uma forma tranquila, de uma forma normal, sem que fossemos visitados por tragédias, por convulsões planetárias.

Nós sabemos tudo isso mas não colocamos em prática. Ainda é difícil para nós colocarmos o nosso aprendizado em prática. Está lá tão claro para todo mundo que nós devemos nos amar uns aos outros. Entretanto, a maioria de nós ainda está ligado ao ego. Ainda é portador do orgulho e do egoísmo, as duas grandes chagas morais que neste momento mais do que nunca assolam o nosso orbe.

Se nós formos olhar o panorama da Terra nesse momento, quantas pessoas ainda estão carentes de tudo. As grandes nações estão preocupadas com aquelas que não produzem nada que seja significativo para eles. Estão preocupadas em preservar os povos destas nações que possuem riquezas, mas que são explorados por aqueles que detêm o poder nas mãos.

Não irmãos, ainda estamos vivendo um momento que a palavra fraternidade, ela não faz parte do nosso dicionário. Claro, nós entendemos o que é solidariedade, felizmente. E nesses momentos de convulsão social existe solidariedade por parte de muitos. Mas só a solidariedade não basta para um mundo que quer se tornar um mundo regenerado. Nós precisamos ser fraternos, e fraternidade é se preocupar com o semelhante. É se preocupar com outro. É não julgar. É agir da mesma forma como o Cristo agiu.

E ele não teve jamais nenhuma atitude que não fosse sempre a mesma para com todos. Acolheu aqueles que o seguiam amorosamente. Acolheu Zaqueu que era uma criatura comprometida através da posse do ouro. Acolheu Madalena, a pecadora arrependida depois. Acolheu a mulher da Samaria que era um povo renegado pelos judeus.

Então irmãos, ele nos deixou a parábola do bom samaritano, que nos mostra perfeitamente como o Cristo agia e age em relação a todos nós. O homem da Samaria, aquele estado renegado por todos, foi o único que teve um olhar complacente para o irmão que estava caído à beira da estrada. Em nenhum momento, sacerdotes, fariseus, doutores da lei que ali passaram se apiedaram do irmão.

Então, nós temos exemplo magnânimos no Evangelho e sabemos também que tudo está de acordo com as leis universais. Então não temos que temer este momento. Não, não temos que perder a fé e a confiança porque Jesus está no leme dessa terra abençoada da qual ele é o governador planetário. Ismael, anjo tutelar da pátria brasileira, está a postos defendendo nosso Brasil.

O que nós precisamos agora é tornarmo-nos mais dóceis uns com os outros. Não buscarmos estes instantes de dor e querelas que não levam a nada, dissensões políticas que não vão acrescentar nada a nós agora. Onde estamos muitos de nós fragilizados pela situação. Não, agora é momento de união, união fraternal, de espírito que creem verdadeiramente que tudo isso é passageiro, como disse a mãe santíssima através de Emmanuel ao nosso querido Chico no momento que ele vivenciava muita dor. Tudo passa. Isso também vai passar.

Mas nós precisamos crer firmemente, e ter fé significa ter confiança. Pacificar o coração. Ouvir a voz do Cristo em nós. E ele está sempre ali junto de cada um de nós que nos conectarmos a ele. Nós temos os nossos mentores. Será que já paramos um pouquinho para nos sintonizarmos com os nossos mentores amigos e ouvir na profundidade da nossa intimidade aquela voz que nos consola, que nos acalenta e que nos reanima para a fé, para a confiança na bondade infinita de Deus?

Irmãos queridos, são momentos de reflexão. São momentos que nós devemos nos voltar para nós mesmos e vermos aquilo que podemos melhorar em cada um de nós para nos transformarmos em fontes vivas de esperança e de fé. É momento de buscarmos aqueles defeitos que muitas vezes não aceitamos em nós. Mas vamos refletir sobre eles.

Vamos procurar entender que muitas vezes aquilo que falam para nós de nós mesmos e que nós não aceitamos são situações que nós devemos trabalhar para nossa própria melhoria espiritual. É a chamada reforma íntima que o cristão deve fazer sem martírio. Não precisamos de martírio para nos reformarmos intimamente. Precisamos de reflexão.

Precisamos também nesse instante dilatar os nossos potenciais de bondade. Todos nós somos virtuosos também. Não temos apenas defeitos. Coloquemos as nossas virtudes em prática e se ainda não conseguimos ser fraternos, sejamos solidários, pelo menos porque isso é essencialmente importante. A solidariedade de uns para com os outros. Temos certeza que Jesus ficará muito satisfeito com cada um de nós que busque olhar não apenas para si mas olhar para aquele que está ao seu lado.

E agora que estamos tendo a oportunidade de conviver com a família com maior proximidade, é o momento ideal para colocarmos em prática a paciência, a compreensão, o perdão. Para entendermos o outro, para olharmos o outro não pelo nosso viés mas pelo viés do Cristo quando ele diz que todos somos irmãos.

Então irmãos queridos, momentos de ouro. Nós não podemos achar que esse vírus está nos trazendo a desgraça. Não podemos nos sintonizar com mentes inferiores que disseminam o sofrimento, que disseminam o pânico, que disseminam inverdades.

Não, nosso momento como cristão e principalmente como espírita é outro nessa hora. É o momento de disseminarmos a positividade, o amor, a coragem, a fé. De conectarmo-nos com os nossos grupos de trabalho, com os nossos familiares e amigos numa corrente de oração, numa corrente de vibração positiva, que nos leve a perceber a grandiosidade da bondade de Deus que nos dá nas horas de dificuldade, de dor, o momento do progresso espiritual.

Não deixemo-nos contaminar pelo negativo, porque o negativo atrai vibriões mentais tão poderosos a nos destruir, a baixar a nossa imunidade como este vírus deste momento e tantos outros que existem por aí no nosso dia a dia e que nós não nos damos conta.

Então, vamos irmãos, fazer a lição de casa direitinho para que nós possamos sair desse planeta melhores do que quando aqui chegamos. E vamos procurar também unirmos os nossos esforços para que nós sejamos mensageiros do bem, mensageiros da esperança, mensageiros da paz.

E vamos procurar nesse instante de tanto sofrimento a trabalharmos o positivo, a trabalharmos o amor, que é o ingrediente que está faltando na humanidade: o amor. O amor cobre a multidão de pecados como no afirma Paulo. Então vamos amar. Vamos colocar em ação o nosso amor vibrando pelos nossos irmãos que se encontram doente desesperançados, desesperado.

E assim irmãos nós vamos nesse instante nos conectando em vibrações rogando que a espiritualidade amiga derrame sua luz, suas bênçãos sobre todos os sofredores do corpo e do espírito. Onde houver um irmão nosso que sofre, geme, implora, que se estertor e em dor e sofrimento, muitos com ideias suicidas, que o bálsamo consolador do coração de Jesus possa chegar até ele curando as suas feridas.

Vamos vibrando por todos os lares desse planeta para que haja harmonia, tolerância, paz. E vamos assim nos despedindo dessa espiritualidade querida com muita gratidão e levando os nossos pensamentos até o nosso Criador, doador da vida, a quem mais uma vez agradecemos as bênçãos infinitas para com cada um de nós.

E vamos agora juntos de Jesus levando a nossa gratidão dizendo: Senhor fazei de mim um instrumento da tua paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Oh mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado, pois é dando que se recebe e perdoando que se é perdoado.

E é morrendo para os nossos erros, para as nossas imperfeições que nós despertamos para a vida verdadeira. Graças a Deus. Graças a Jesus. Graças ao nosso querido São Francisco. Que a paz continue com todos, que assim seja.

 

Palestra: “Examina-te” com Roseli Benevides

Gravação especialmente produzida para o Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman, de Indaiatuba (SP), em abril de 2020.

TEMA: “Examina-te”

Expositora: Roseli Benevides

Referências:

  • Livro Caminho, Verdade e Vida (Chico Xavier pelo espírito Emmanuel) Capítulo III: “Examina-te”

Transcrição da palestra espírita:

E vamos dar início ao nosso estudo de hoje agradecendo a Deus nosso Pai por mais esta oportunidade, também agradecendo a Deus nosso Pai pela nossa vida, pela nossa saúde, pelos nossos amigos. Somos muito gratos por tudo isso que Deus tem nos dado. E assim, agradecido que somos, vamos dizendo:

Pai nosso que estáis nos céus. Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a vossa vontade assim na terra como nos céus. O pão nosso de cada dia nos dai hoje sempre senhor. Perdoai as nossas dívidas, assim como nós devemos perdoar os nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentações mas livrai-nos Pai de todo o mal. Que assim seja, com a graça de Deus.

Vamos então do livro de Emmanuel e escrito por Francisco Cândido Xavier  “Caminho, verdade e vida”. Esse é um dos livros que eu sempre aconselho a todos, quando fazer o Evangelho no lar, que tem que se fazer uma leitura edificante, esse livro é um dos meus favoritos. E eu passo para todos vocês.

Então eu vou ler o que diz a lição de número 3 deste livro “Caminho, verdade e vida”, Examina-te:

Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade. Paulo, filipenses 23.

O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita há lugar para todas as criaturas e para todas as ideias sadias em sua expressão substancial. Se na ordem divina cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão casa discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva.

A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado, e nessa tarefa é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender facilitando o mesmo ensejo ao semelhantes.

O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade afirmando que nada teremos que fazer por espírito de contenda e vanglória, mas sim por ato de humildade. Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente a disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato.

Mas se atendestes ao dever ainda que haja sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passei adiante. Continua trabalhando em teu ministério, recordando que por servir aos outros com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa.

Então vamos destrinchar essa lição de acordo com o que nós entendemos, né?

A primeira coisa que pergunto a todos: por um acaso a gente tem o hábito de se examinar?

Eu por exemplo tenho. Posso ver um espelho na minha frente que eu to me examinando, né? Desde a ponta do dedão do pé até o fio de cabelo. Mas não é isso que Deus quer nessa lição. Não é isso.

Ele quer saber se nós temos o hábito de examinar os nossos sentimentos, os nossos procedimentos, a nossa fala, as nossas ações. É esse examinar que Deus coloca aqui.

Então meus irmãos, nós estamos vivendo numa época muito difícil. Nós estamos uma época de epidemia. Esta é uma época em que as notícias se propagam a torto e a direito. Notícias de todas as formas, pessoas de todos os lugares, de todas as idades, discutindo sobre o tema. E quando a gente vê, a gente já tá misturando tudo, né?

A gente não consegue ficar quieto muitas das vezes e outras vezes a gente não se policia e quando a gente vê a gente tá fazendo as pessoas a sentirem medo. A ficarem mais e mais preocupadas. A gente é incapaz de examinar nossas atitudes, as nossas palavras nesse momento.

Muitas das vezes mesmo quando a gente começa a crescer, a evoluir espiritualmente, a gente ainda titubeia um pouco, ainda a gente escorrega. Mas quantas vezes a gente depois se interroga, meu Deus. Eu não examinei aquilo que eu tinha que falar. Eu magoei tal pessoa, eu fiz determinada coisa que não deveria.

Essa nossa doutrina de luz ela nos leva a raciocinar. Ela nos leva a nos vermos obrigadas a fazer a nossa reforma íntima porque ou a gente está na doutrina para entender os seus fundamentos e colocar em prática a lei de Deus em nossas vidas ou então a gente não vai se dar bem nessa doutrina.

Porque essa doutrina ensina a gente a amar, ensina amor, ensina a renúncia. Essa doutrina nos ensina nos tornarmos melhores como seres humanos. Então, aí na lição também diz que São Paulo entendeu muito bem.

Ele nos disse. Eu vou pegar até o livro aqui para ler o finalzinho de quando o apóstolo Paulo compreendeu essa verdade afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas sim por ato de humildade.

Muitas vezes na casa espírita a gente trabalha o tempo todo sempre no bem. É um trabalho, é aquilo que Deus disse lá no início que Emmanuel disse lá no início dessa lição. Ele disse que no trabalho do bem, na seara do Pai, existe trabalho para todo mundo.

Então, quando nós trabalhamos nessa seara, nós temos que nos apegar ao bem de uma forma integral. Por inteiro. Nós temos que nos doar por inteiro aos trabalhos que nós fazemos. Aqui nessa lição deixa muito claro para nós não termos picuinhas, não temos mágoas, não termos ressentimentos.

Se determinada coisa acontece no transcorrer do nosso trabalho, não, nós temos que continuar fazendo nosso trabalho com amor, com dedicação e especialmente com humildade. É isso que Deus quer nos dizer nessas palavras de Emmanuel.

Assim vamos terminando a lição de hoje desejando a todos que continuem nessa doutrina de luz, aprendendo, colocando em prática em nossas vidas para que possamos galgar sempre um degrau a mais na escala da evolução.

Assim, novamente vamos agradecer a Deus nosso Pai por essa oportunidade. Vamos também até descer a Maria, nossa mãe santíssima, pela ajuda que ela tem nos dado nesse período todo de epidemia.

Vamos agradecer a ela pelo ombro amigo, pelo colo fraterno que ela sempre está do nosso lado, nos ouvindo, nos dando o carinho que lhe é peculiar. E assim, agradecidos a ela também vamos dizendo:

Ave maria, cheia de graça, o senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus.
Santa maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Beijos a todos e fiquem com Deus.